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Minha História IBS: Jucileide Pereira, Gestora Escolar e Multiplicadora IBS

Após participar das Oficinas do IBS, a educadora Jucileide Pereira, fez da escola onde era gestora, uma referência em mediação de leitura com destaque no IDEB logo no primeiro ano de multiplicação das ações

“Jucileide Pereira, que estava como Diretora da Escola José Francisco Nunes (Irecê/BA), mobilizou todo o corpo docente para participar das ações do Instituto e conseguiu ver mudança com impacto direto no IDEB logo no primeiro ano de atividades”
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Uma equipe gestora engajada e com muita sede de aprendizado fez da oportunidade de participar de uma oficina em outra escola, uma grande porta para potencializar o talento de sua comunidade e o protagonismo dos alunos!
O ano era 2011, o Instituto Brasil Solidário chegava em Irecê/BA já com expectativa de promover as oficinas práticas com impacto não só na região central do município, mas com rota marcada para uma outra etapa de atividades na Escola José Francisco Nunes, localizada no pequeno povoado de Itapicuru.
LeideA educadora Jucileide Pereira, que estava como gestora da escola, sabia que as ações presenciais aconteceriam nos anos seguintes, mas, logo que conheceu como seriam as atividades do Instituto Brasil Solidário na Escola Luiz Viana Filho, reuniu sua equipe de educadores e articulou que grande parte pudesse participar desse primeiro ano de formações, com representação em todas as oficinas.
“A gente conhecia pouco da história do Instituto, e assim que soubemos como seriam as ações toda a equipe se apaixonou pela proposta, participamos de braços abertos para sermos multiplicadores, as oficinas traziam coisas novas que não tínhamos trabalhado ainda, todos se envolveram, em cada área teve um destaque, principalmente nas atividades de incentivo à leitura e educação ambiental”, lembra Jucileide.
O que eram apenas ideias, ganhou forma, engajamento e reconhecimento ainda no primeiro ano de atividades multiplicadas em sala de aula! Ainda em 2011, mesmo antes de promover as oficinas presenciais na escola, o Instituto Brasil Solidário ajudou na construção da biblioteca, conseguiu entregar mais de 1000 livros para o acervo da escola e entregou novos computadores e equipamentos para o funcionamento da rádio escolar.
Leide-01O resultado gerou um impacto direto no IDEB da escola, que foi destaque no Fundamental II no mesmo ano de aplicação das atividades. Percebendo todo o potencial da comunidade, o Instituto Brasil Solidário retornou em 2013 para a realização das oficinas presenciais e viu um terreno fértil de talentos que desabrocharam ainda mais nos anos seguintes.
Sob a coordenação da educadora Jucileide Pereira, que estava como responsável da biblioteca da escola, as atividades de incentivo à leitura alcançaram resultados surpreendentes, com participação ativa dos estudantes nos concursos e maratonas realizados através das ações de mediação de leitura na escola. “Nós transformamos o povoado num verdadeiro território leitor, não tem como a nossa história com o IBS não ser uma história de muito amor”, ressalta a educadora.
Leide-02Diante do trabalho feito na escola, Jucileide foi um dos destaques do II Encontro Nacional do IBS, em 2013, levando como premiação pelo desempenho das turmas nas Maratonas de Leitura, um tablet novo e o Livro Caminhos de um Brasil Solidário. O Instituto preparou também algumas premiações para os primeiros colocados nos concursos de redação, os alunos ganharam bicicleta, celular a até uma câmera fotográfica para continuarem com as ações de comunicação.
Para além dos incentivos de estrutura e de materiais de apoio para as formações, o encantamento pelo universo literário e as muitas possibilidades de criar novas propostas para os eixos de leitura, foi o grande legado deixado para os educadores e que despertou em Jucileide o interesse em continuar estudando dentro dessa mesma vertente.
“O Instituto despertou essa vontade, o gosto pela leitura, essa paixão que eu já tinha, mas que depois das ações senti que tudo que está relacionado a leitura me fascina, e também essa vontade de ser uma mediadora, de contagiar outras pessoas a despertarem essa paixão pela leitura”, enfatiza.
A partir dessa experiência, vieram outras grandes conquistas, Jucileide buscou uma pós-graduação em Estudos Linguísticos e Literários, fez outra especialização em Gestão Escolar, e em 2016, concluiu o Mestrado em Educação tendo como pesquisa o tema “Os Espaços Aprendentes”, onde o foco de estudo foi feito na biblioteca e nos laboratórios da escola que foram tomados pelas atividades lúdicas e criativas vistas durante as oficinas práticas.
“Hoje nós somos uma escola de tempo integral e todas as oficinas contribuíram para os ambientes de aprendizagem, temos desde áreas de leitura até produção audiovisual feita pelos próprios alunos. Na nossa biblioteca foi preciso estabelecer horários após as aulas e nos intervalos, pois a procura era muito grande, os alunos queriam ficar o tempo todo nas salas de leitura”, diz.
Leide-03Segundo Jucileide, que segue como gestora da Escola José Francisco Nunes, foi criado o eixo “Estudos Literários” com a mesma proposta de prioridade dos eixos de matemática e suas tecnologias. As áreas de educação ambiental e saúde bucal também continuam sendo parte das ações contínuas da escola, inclusive com eventos e atividades de gincana que mobilizam não só os familiares dos alunos, mas toda comunidade do entorno para as temáticas debatidas dentro do ambiente escolar.
Juntos Construímos!

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