O Instituto entrou no radar de Catalão quando passou a contar com a John Deere entre seus parceiros. Foi aí que Eliana Canedo Borges, ao pesquisar sobre o IBS, viu vídeos de algumas ações desenvolvidas. Segundo ela, foi amor à primeira vista. “Fiquei encantada com a proposta, apresentei para o secretário de Educação e agendamos uma reunião. Iniciou-se o nosso ‘namoro’ com o IBS.”
Em 2023, o Instituto realizou sua primeira ação presencial no município. Seria a primeira de muitas, ocorrendo juntamente à crescente participação de professores da rede municipal nos cursos EaD do Instituto. O que Eliana definiu como “namoro” logo viraria compromisso sério, à medida que Catalão ampliava sua participação nas formações e novas ações presenciais eram planejadas.
Hoje, com a metodologia do IBS fazendo parte dos Projetos Político-Pedagógicos (PPPs) das escolas da rede e com políticas públicas consolidadas no município, é possível afirmar que o “namoro sério” virou casamento, conforme Eliana conta na entrevista a seguir.
O que fez a Secretaria de Educação apostar nessa parceria com o IBS e incorporar a metodologia à política educacional do município?
A confiança, a credibilidade, a entrega e o acompanhamento sistematizado do IBS foram pontos importantes na nossa parceria. Catalão recebe várias ofertas de projetos, mas poucas possuem a estrutura e a organização do Instituto. Não é somente a entrega de um produto; existe todo um trabalho que garante a sustentabilidade da proposta. Hoje, Catalão reproduz as ações do IBS em todas as unidades escolares e praticamente todos os nossos educadores já participaram de alguma formação da plataforma.
Quando uma rede de ensino recebe um novo projeto, um dos grandes desafios é garantir continuidade às ações. Quais estratégias foram usadas para que a metodologia do IBS passasse a fazer parte do cotidiano das escolas?
Uma das principais estratégias foi o envolvimento da própria Secretaria, garantindo a participação de todas as equipes gestoras das escolas — diretores e coordenadores —, além de representantes dos professores de todas as unidades nas formações. Essa ação difundiu a proposta do IBS por toda a rede, estimulando, incentivando e garantindo sua efetivação na prática.
Também não podemos deixar de destacar a qualidade e a aplicabilidade das formações da plataforma IBS, que, por si só, já são um grande atrativo para os professores e promovem o envolvimento e o engajamento de todos.
Outro ponto fundamental é a formação continuada. Os educadores são preparados para compreender a metodologia, aplicar as atividades em sala de aula e multiplicar os conhecimentos, fazendo com que os temas sejam trabalhados de forma transversal e conectados às diferentes áreas do conhecimento. Assim, deixam de ser apenas executores de atividades e passam a ser multiplicadores de uma cultura de planejamento, responsabilidade e autonomia.
Como Catalão conseguiu transformar a metodologia com os jogos de Educação Financeira em política pública?
A transformação aconteceu a partir da compreensão de que falar sobre Educação Financeira vai muito além de ensinar a economizar dinheiro. Trata-se de desenvolver habilidades para fazer escolhas conscientes, planejar, compreender o valor dos recursos e exercer a cidadania.
O projeto com os jogos fortaleceu a prática de temas transversais que já vinham sendo trabalhados, porém ainda de forma tímida. Com a chegada do IBS, esse trabalho cresceu e se sistematizou. Nosso trabalho tem despertado a atenção de outros municípios por mostrar que, quando uma prática inovadora recebe apoio institucional, formação e continuidade, ela pode se transformar em uma política pública capaz de gerar impacto.
Qual você considera ser o principal legado deixado pelo IBS na rede municipal de Catalão?
O principal legado é a continuidade das ações, tornando-as permanentes e parte dos Projetos Político-Pedagógicos de todas as escolas. A Secretaria utiliza a proposta da formação em Planejamento Pedagógico como norteadora dos PPPs da rede municipal. Hoje, o IBS faz parte da proposta pedagógica do município.


