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O medo líquido de Bauman, por Verônica e Arthenyo

 

 

 

 

MEDO LÍQUIDO – POR BAUMAN

 

 

MINISTRANTES:

PROFESSOR ARTÊNIO DOS SANTOS E VERÔNICA RODRIGUES, DO 3 ANO C, 2013

 

 

 

 

 

 

Análise apresentada à EEEP Marly Ferreira Martins, como requisito expor os pensamentos sociológicos do autor de acordo com uma visão contemporânea do mesmo, interconecto aos pensamentos e reflexões dos ministrantes que alí apresentaram.

 

 

 

 

 

 

CAUCAIA – CEARÁ

2013

 

A ideia pariu-se-nos de diálogos e questionamentos levantados a respeito da sociedade em que vivemos. Chegamos à conclusão de que uma principal causa dessa decadência e servidão que nos cercam: O MEDO! Hoje nossa sociedade está cercada por esse mal, ou bem, se for o caso apresentado por fatores biológicos. Temos medo de cair, do escuro, da chuva, de perder um amigo, de perder o emprego, de sair com os amigos por conta de algo drástico que possa ocorrer nesse percurso, dentro os distintos restantes que possivelmente não caberia nesta folha de papel. Mas também temos medo demais ter medo e medo do que não deveria inspirar medo e enlouquecemos. O que nos levaria a essa “montanha russa” de medos? Este é o momento em que o sociólogo polonês Zygmunt Bauman entra em cena para relatar sobre esse mar de monstros que assola a contemporaneidade. Para sua visão, o ser humano vive num êxtase de ansiedade, como se fosse marca registrada de nosso tempo. Para Bauman isso é irreal e fruto do nosso psicológico. A definição ‘líquida’ refere-se a uma coisa passageira, algo que flui, corre sobre um recipiente e se espalha. O autor analisa o pior dos monstros: o poder midiático, mostrando assim que exposições desse gênero banalizam o medo e a morte. A artimanha da imposição do medo, em relevância e continuidade ao poder da mídia, decorre da sociedade de consumo a qual pertencemos, na qual, se você não tem determinado produto que está em jogo, você não é bem-vindo! Se não há inclusão geral por parte desse tipo relação social, o despertar do medo interconecta automaticamente as pessoas, pois para ser “normal”, você precisa parecer-se com a massa alienada pelo “medo ilusório”, causando assim certas frustrações.

Temos medo da violência urbana, na qual engendramo-nos numa alucinação histérica por intermédio dos nossos edemas cefálicos, a psicanálise explica tal fator ocorrido pelo hipotálamo, liberando tais hormônios (nerodrenalia e adrenalina), o que nos dá a liberdade de fuga ou ataque.

Por “medo”, perdemos o melhor da vida, ou a própria por assim dizer. De antemão prevemos o que possivelmente ocorrerá enquanto tivermos um programa de lazer, por exemplo!  Dessa forma, a sociedade vai definhando-se. Como demônio traiçoeiro ele nos impede das nossas próprias capacidades, até mesmo de termos a oportunidade de demonstrar nossos talentos, tornando-nos como marionetes nas ‘mãos’ dele.

 

Assista a uma entrevista com o filósofo no seguinte endereço!

                                   https://www.youtube.com/watch?v=1miAVUQhdwM

1 comentário

  1. Carolina

    Excelente resenha a partir do livro de um dos maiores pensadores da atualidade!
    Inserir Bauman na escola é um privilégio para os estudantes! As discussões levantadas são muito pertinentes à nossa sociedade!

    A manutenção do medo é uma forma de dominação!

    Quanto mais cedo percebermos isso, mais cedo reagiremos!

    Parabéns pela escolha!!!

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