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Dica Pedagógica – IBS: Comemorando a História e a Importância da Valorização da Mulher na Sociedade como ação pedagógica na escola

08 de Março - Dia Internacional da Mulher

08 de Março – Dia Internacional da Mulher

8 de março é uma data histórica, um dia onde em todas as escolas prestamos homenagens, são feitos lindos cartazes cheios de corações, muitas e muitas flores de E.V.A. Mas podemos ir sempre muito além.
Este é um momento riquíssimo onde a aprendizagem é construída através da história: o olhar para o passado construindo o futuro dos nossos alunos como cidadãos conscientes.
Podemos desenvolver atividades interdisciplinares, pois este conteúdo é muito maior que uma data comemorativa.
Assim compartilhamos com vocês uma dica pedagógica que pode ser trabalhada como leitura informativa, como fonte de pesquisa e em tantas outras atividades através do planejamento das atividades diárias.
Membros da Women’s International League for Peace and Freedom, Washington, D.C., 1922

Membros da Women’s International League for Peace and Freedom, Washington, D.C., 1922

O Dia Internacional da Mulher é celebrado em 8 de março.
A ideia de criar o Dia da Mulher surgiu nos primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto. Inspirada por esse espírito, a líder socialista alemã Clara Zebrino propôs à Segunda Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhague, 1876, a instituição do Dia Internacional da Mulher.
Posteriormente, em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram marcadas por manifestações de trabalhadoras russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Os protestos foram brutalmente reprimidos, precipitando o início da Revolução de 1917.
O Dia Internacional da Mulher e a data de 8 de março são comumente associados a dois fatos históricos que teriam dado origem à comemoração. O primeiro deles seria uma manifestação das operárias do setor têxtil nova-iorquino ocorrida em 8 de março de 1857 (segundo outras versões, em 1908), quando trabalhadoras ocuparam uma fábrica, em protesto contra as más condições de trabalho. A manifestação teria sido reprimida com extrema violência. Segundo essa versão, as operárias foram trancadas dentro do prédio, o qual foi, então, incendiado. Em consequência, cerca de 130 mulheres morreram. O outro acontecimento é o incêndio de uma fábrica, ocorrido na mesma data e na mesma cidade. Não existe consenso historiográfico quanto a esses dois fatos, nem sequer sobre as datas, o que gerou mitos sobre esses acontecimentos. Alguns historiadores afirmam que o incêndio de 1857 não ocorreu (pelo menos, não naquela data), e defendem a ideia de que o incêndio relacionado ao Dia Internacional da Mulher fora, de fato, o incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist, em Nova York, no dia 25 de março de 1911 (ou seja, um ano depois de a proposta de criação do Dia Internacional da Mulher ser apresentada por Clara Zetkin, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhague). A Triangle empregava 600 trabalhadores, em sua maioria mulheres imigrantes. Na tragédia, 146 pessoas morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens.
Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.
Nos países ocidentais, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920. Depois, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.
Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres.
Hypátia foi uma astrônoma romano-egípcia, coincidentemente assassinada no dia 8 de março de 415 d.C.

Hypátia foi uma astrônoma romano-egípcia, coincidentemente assassinada no dia 8 de março de 415 d.C.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_da_Mulher
Assim, parabéns pelo Dia Internacional de luta e conquistas! Esse é um dia histórico.
Não podemos esquecer de tantas mulheres brasileiras que, do império à atualidade, têm protagonizado lutas não só por igualdade de gêneros, mas também por justiça social e avanço dos direitos civis.
As mulheres na luta pela Independência:
Nesse contexto destaca-se a figura de Anita Garibaldi, catarinense, que se unindo a Giuseppe Garibaldi, participa das lutas republicanas durante a Guerra dos Farrapos, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, e posteriormente luta pela unificação da Itália, na Europa.
Sabe-se que a Conjuração Mineira não foi um movimento exclusivamente masculino. Dentre as personalidades femininas que dele participaram, merece registro a atuação de Hipólita Jacinta Teixeira de Mello.  Filha de portugueses, era uma mulher rica e de vasta cultura.
Ainda no contexto das lutas pela independência, destaca-se a figura de Bárbara Alencar, matriarca, centro da organização da rebelião da família, conspiradora, escritora e avó do escritor José de Alencar, nascida em Exu, interior de Pernambuco, em 1760.

Maria Quitéria de Jesus

Maria Quitéria de Jesus

Maria Quitéria de Jesus lutou nos batalhões nacionalistas nas guerras de independência e não deve ser vista como mais uma exceção em meio a mulheres inativas e silenciosas. Conta-se que comandou um batalhão de mulheres. Nascida no dia 27 de julho de 1792 na Bahia, ainda criança assumiu o comando da casa e a criação dos dois irmãos mais novos.
A luta pela educação:
As professoras sempre ganhavam menos e as que protestavam contra esta situação eram severamente punidas, como foi o caso de Maria da Glória Sacramento, que teve seu salário suspenso por se recusar a ensinar prendas domésticas.

Nísia Floresta

Nísia Floresta

Nessa época, surge a primeira mulher brasileira a defender publicamente a emancipação feminina: Nísia Floresta Augusta (1810 -1875). Pioneira na luta pela alfabetização das meninas e jovens, fundou uma escola inovadora na cidade do Rio de Janeiro, marco na história da educação feminina no Brasil.
As abolicionistas:
Maria Firmina dos Reis (1825-1917), escritora, jornalista, musicista e professora primária de uma classe mista e gratuita em Guimarães, Maranhão, defendeu a abolição em jornais, com poemas, charadas, contos, e no primeiro romance brasileiro de autoria feminina: Úrsula (1859).

Chiquinha Gonzaga

Chiquinha Gonzaga

Chiquinha Gonzaga (1847-1935): Nascida em uma família militar, trocou o casamento pelo piano. Escandalizou senhoras com seus modos livres e fascinou senhores, que a gracejavam com o título de seu primeiro sucesso: Atraente. Pianista em saraus e teatros, Chiquinha participava das “conferências-concerto” abolicionistas nas quais, após os discursos políticos, havia concertos de piano, atrizes dramáticas declamavam e cantoras líricas entoavam árias contra a escravidão.
Fonte: http://revistaforum.com.br/digital/167/18-mulheres-brasileiras-que-fizeram-diferenca-parte-1/

E esse é o papel de todas as instituições de ensino: construir a História ao estudar a História, compartilhando novos e antigos saberes, constituindo assim essa nova história que é movimento, que é revolução, que é transformação!
Somos mulheres, somos a herança de todas essas mulheres de força, garra, luta, revolução e história.
 “Juntos construímos”!

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