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Fim de ano: momento para reflexões!

As aulas praticamente já acabaram e, logo, as escolas entram em recesso.

Professores, coordenadores e diretores têm a oportunidade de realizar uma avaliação do que se passou durante o ano, analisando quais os problemas mais frequentes, soluções que foram encontradas, atividades que funcionaram e envolveram os alunos, etc.

Esse pode ser um bom momento para refletir sobre a escola que se quer no ano de 2014.

Pensando nisso, indicamos duas leituras que mostram o potencial de transformação da instituição escolar de modo que possa oferecer às crianças e jovens, além de conhecimento, segurança e vínculos sociais que permaneçam na memória e no coração.

Um deles é o livro Fundamentos da Escola Significativa, de Fábio C. B. Villela e Ana Archangelo, lançamento das Edições Loyola. Clicando na capa, você pode obter maiores informações diretamente do site da editora.

Fundamentos escola significativa

Um outro material foi elaborado pela Fundação Itaú Social em parceria com o Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial. Alunos em primeiro lugar: como Nova York renovou seu sistema público de ensino, traz detalhes da pesquisa sobre as iniciativas que geraram transformações estruturais na rede pública de ensino da cidade de Nova York, Estados Unidos. O programa sanou problemas similares aos que o Brasil enfrenta hoje. Você pode baixar o resumo da pesquisa clicando na capa.

alunos

Para maiores informações, acesse o site da Fundação Itaú Social. Lá, você pode baixar a pesquisa completa acompanhada de uma análise da aplicabilidade dessa medida na rede de ensino público brasileira.

Essas leituras podem trazer novos dados para reflexões sobre a escola que se deseja para o futuro, auxiliando professores, coordenadores, diretores e gestores municipais a planejar uma transformação radical e qualitativa no ensino público brasileiro!

NÃO PERCA A OPORTUNIDADE DE ALIMENTAR SUAS REFLEXÕES!

7 comentários

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  1. Escola do Remanso

    Gratos, pelas boas indicações bibliográficas!!!

  2. Jucileide Pereira Nunes Lima

    Esta pesquisa do Itaú ” Alunos em primeiro lugar: como Nova York renovou seu sistema de ensino público” fica muito distante das nossas realidades, pois o que está em jogo é o apadrinhamento político de diretores,coordenadores e até professores contratados para barganhar votos na eleição. Diante disso,investe muito em contratação de pessoas e esquece do principal, que é o ensinar e aprender, de fato!Mas vale a pena que todos leiam para refletir e mobilizar a sociedade!Quem sabe não chegaremos lá?Vamos acreditar que será possível!

  3. Carolina Lopes

    Oi Jucileide, tudo bem?

    Concordo contigo quando se refere à organização política nesse caso de Nova York para as coisas acontecerem de fato e de maneira sistematizada em toda rede pública. Esse post tem um direcionamento aos gestores municipais também.

    No entanto creio que, por enfrentar problemas similares aos brasileiros, a pesquisa oferece dados e soluções que podem inspirar algumas tomadas de decisão dentro do próprio universo escolar, por meio da direção e da coordenação. O objetivo é provocar a reflexão, já que sabemos que essa mudança estrutural depende de fatores integrados.

    Em relação ao “esquece do principal, que é o ensinar e aprender”, permita-me discordar, pelo seguinte motivo: o foco de todo o trabalho foi o aluno, como diz no título. Os novos profissionais foram contratados para: auxiliar o professor na tarefa de ensino/aprendizagem, justamente para melhorar o atendimento aos alunos; aproximar a escola da família para conseguir sanar eventuais problemas emocionais de alunos, o que prejudica sua aprendizagem. Foram duas medidas com foco no ALUNO e não na burocracia escolar, como é comum aqui também. A formação continuada do professor (considero como formação continuada essa supervisão em sala de aula), no caso, beneficia diretamente o aluno, pois aprimora sua relação com o professor, que estará mais preparado para lidar com a turma e elaborar estratégias de aprendizagem mais adequadas à ela.

    Enfim, fico feliz que o post tenha gerado discussão! É trocando ideias que podemos aprimorar a Educação! ;)

    1. Jucileide

      Concordo contigo em partes Carolzita, naquela pesquisa existe uma preocupação com o ensinar e o aprender, mas normalmente sabemos que no geral não é bem assim que funciona. Existem diversas políticas públicas destinadas à e educação. Mas, na verdade como elas funcionam no chão da escola?Na verdade um dos maiores responsáveis pela transformação da educação é o professor, caso não seja esta a sua vontade, não existe política pública que funcione.Para tanto, faz_se necessário que o professor venha a se despir de crenças cristalizadas para fazer a diferença. Às vezes questiono, qual o governo que tem interesse em proporcionar uma educação pública de qualidade?O que existe é um discurso vazio! Mas vamos acreditando e fazendo uma corrente positiva!
      Abraços.
      Até a próxima!
      Jucileide

  4. Carolina Lopes

    Hum… não entendi onde divergimos nessa sua resposta!!! rsrsrs

    É que, pelo que entendi, a Secretaria de Educação de Nova York conseguiu se libertar das burocracias inúteis para investir no que realmente interessa: o aluno. Para investir no aluno, foi necessário investir no professor, isso parece óbvio.

    O investimento no professor se dá por conta do supervisor que atua junto ao professor como orientador de seu trabalho, o que é ótimo! Já vivi algumas situações de supervisão maravilhosas em instituições que trabalhei e, acredite, é muito bom ter um retorno de um profissional competente apontando suas virtudes e o que pode ser melhorado!!! Foi muito bom para o aprimoramento do meu trabalho como educadora!

    Sim, um dos maiores responsáveis pelas transformação é o professor, concordo contigo! E não adianta política pública favorável sem a parceria do professor, é fato!

    Porém, uma boa política pública deve motivar o professor e dar-lhe suporte para desenvolver um bom trabalho, certo? É o que fez a Sec. de Educação de Nova York.

    Claro, um bom professor, mesmo sem apoios, produz bons resultados. Imagine com o apoio de todas as instâncias?

    Aqui no Brasil, concordo contigo que o discurso é vazio, pois a vontade de manter o povo ignorante é maior: possibilita mais falcatruas. Povo ignorante não reclama!

    Então, sabemos que o buraco é mais embaixo por falta de participação política da maioria da população. Sim, portanto, seria praticamente impossível a implantação de um sistema similar aqui no Brasil por falta de interesse das autoridades.

    Em alguns municípios brasileiros onde a participação política é mais presente, há boas reformas educacionais. Em última instância, a população deveria pressionar a gestão municipal para obter melhoras!!!

    Só que consciência política depende da… Educação!!! Ou seja, é uma situação complexa, sem dúvida! Mas, pelo que vejo, muita coisa já mudou, apesar da lentidão… e vamos torcendo e fazendo nossa parte para que as coisas melhores, né? rs

    E qual a pertinência de ter colocado esse material da Fundação Itaú Social, então? Acreditamos, mesmo, que alguém possa se inspirar e ver que há luz no fim do túnel… mas tem que se trabalhar duro para isso! A esperança é a última que morre! ;)

    1. Jucileide

      É um material muito importante Carol este que foi disponibilizado pela Fundação Itaú, queria eu que realmente quem pensa a educação e tivesse um poder de decisão refletisse sobre ele, não de forma instituída como acontece a educação, mas de maneira instituinte, aberta para a sociedade opinar, debater, porém, vejo um caminhar ainda distante na maioria das realidades existentes. Embora, já tenhamos avançado, ainda temos um longo caminho a percorrer.
      Acredito na importância do papel do supervisor na escola, mas este funciona de fato lá em Nova York porque na nossa realidade e em pesquisas recentes este profissional quase ou nada faz.As pesquisas mostram que eles aparecem nas escolas quando existem problemas de ordem administrativa, enquanto isso a pedagógica fica de lado.
      Não acho que divergimos não é porque quando li a proposta me repórtei a realidade aqui do Brasil. A transformação que poderá acontecer será através da educação.
      Já li aquele livro que você me indicou, dos ginásios vocacionais, fiquei apaixonada pela proposta de ensino.Tenho que apresentar uma proposta inovadora como atividade do Mestrado para educação e como temos vários problemas na EJA pensei muito na organização disciplinar dos ginásios vocacionais.
      Jucileide

  5. Carolina Lopes

    Oi Jucileide,

    fico feliz que está resgatando a proposta dos vocacionais para levar à universidade, associando à EJA!
    Uma proposta brasileira, que estava a pleno vapor e só acabou por conta da ditadura militar!!!

    Entendo o que diz sobre a falta de profissionais com boa formação para exercer o papel de supervisor e até diretor, vc sabe! Isso é uma realidade! Minha amiga que trabalha na rede pública municipal de São Paulo sofre muito com isso!!!

    Mas o fato é que também não temos equipes com formação suficiente para engatar um projeto como o Vocacional…

    Porém, sonhar com uma Educação melhor é preciso… e eu diria que é o primeiro passo para a transformação! Creio que esses materiais fornecem bons dados para sonhar!!!

    Quando vc resgata uma proposta como a do Vocacional, expõe o seu desejo de termos uma Educação de qualidade! Não deixa de ser um sonho também, mas que um dia pode virar realidade! Toda realidade começa com um sonho! Não podemos nunca perder a capacidade de sonhar!!! :D

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