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E assim nasce o nosso Tanquinho

Conta-se que o povoamento de Tanquinho começou no Porto, rio que já foi navegável, fica há dois quilômetros da comunidade e hoje é conhecido como Balneário Santo Antônio.

Essa comunidade, hoje conhecida como Tanquinho, era uma fazenda de propriedade do Coronel Octaviano Alves e tinha passagens que dava acesso às cidades que dão hoje nomes a algumas das ruas a exemplo de Itaberaba e Ponte Nova. Por ali pernoitavam os tropeiros que partiam rumo a Lençóis e sempre combinavam se encontrar no tanquinho. Não há consenso quanto ao ponto desse tanque. Há quem afirme que fosse um pequeno reservatório às margens da estrada próximo do qual todos paravam para dar água aos animais e refrescar-se, outros que seria um dos vários tanques (espécie de lagos naturais) que existem na localidade – tanques esses que forneciam água para o consumo da população, que buscavam em carotes ou em latas carregadas na cabeça. Uma expressão muito usada pelos vaqueiros era “vamos passar no tanquinho para dá água aos animais”, e foi de grande influência para que este nome se concretizasse.

Os primeiros moradores foram os agregados que construíam suas casas de enchimento e recebiam do proprietário um pedaço de terra para a agricultura de subsistência e comercial. Produtos como feijão, milho, mamona eram comercializados entre os moradores que não tinham roças e pessoas das localidades vizinhas.

Alguns desses moradores tinham como fonte de renda a extração de recursos naturais como o barro (argila), com o qual produziam manualmente telhas, tijolos, panelas, potes e outros objetos e a madeira que transformavam em lenha comercializada entre os habitantes. A comunidade foi se expandindo com a vinda de pessoas de outras localidades, a exemplo dos moradores do Porto.

Na década de 60, a antiga estrada que passava mais ou menos onde ficam hoje as ruas Itaberaba e Ponte Nova foi transformada na BR 242, tornando-se importante “corredor” de transporte e comércio da região e aumentando a população.

Na década de 70, com a chegada da Bahema, que comprou parte das terras, Tanquinho passou a Povoado e permaneceu com esse nome até a década de 90, quando foi elevada à categoria de distrito passando a se chamar Distrito Coronel Octaviano Alves, embora popularmente, continue Tanquinho de Lençóis, hoje com uma população de aproximadamente dois mil, novecentos e sessenta e cinco habitantes, de acordo com dados disponível em https://www.google.com.br/#q=Coronel+Octaviano+Alves+-+Len%C3%A7%C3%B3is+-+BA+%2B+POPULA%C3%87%C3%83O+ATUAL que sobrevivem do funcionalismo público, aposentadorias, bolsas do governo federal. Contudo há ainda na comunidade pessoas que praticam a agricultura de subsistência e outras que sobrevivem da criação de gado leiteiro.

As Festas Religiosas, incluindo a do padroeiro Santo Antônio, o São João, os Grupos Culturais, as Rezadeiras e a Cavalgada são algumas das manifestações que compõem o contexto sócio-cultural da comunidade escolar. No entanto, com o advento das tecnologias e a chamada globalização, manifestações da cultura oral, a exemplo das rezadeiras, o samba de rodas, entre outros, tendem a desaparecer, sobretudo devido à inserção de novas manifestações religiosas que incutem em seus fiéis a crença de serem estas, “coisas do demônio”.

E assim nossos alunos se transformaram em atores e com parceria do Grãos de Luz e Griô mais uma produção EMOA foi ao ar.

 

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