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Produções literárias

O incentivo à leitura tem sido intenso em nossa escola, mas temos também investido alto na produção literária dos meninos e meninas. O caminho de um escritor é longo e cansativo, e por isso mesmo não é sempre que as atividades com este propósito chegam ao fim.

Então como forma de incentivo partilharei com vocês algumas das suadas produções dos alunos das 8ª serie A e B. Apreciem-nas

Super heróis da vida real

Já estava voltando para casa quando bruscamente fui obrigado a frear. À minha frente havia uma aglomeração de pessoas que falavam todas ao mesmo tempo ao meu redor, de uma grande árvore que estava fechando a entrada da cidade.

Ao meu lado havia uma velha baixa, cheia de rugas, de cabelos brancos que gritava loucamente: “Eu disse que isso uma hora ou outra iria acontecer. Este prefeito não presta, ela não passa de um ladrão, ele não faz nada pela cidade.” Alguns choravam e outra senhora pulava de alegria, pois não havia mais árvore para sujar a sua calçada. Para piorar a situação do prefeito a ajuda se recusava a vir por falta de pagamento e em poucos minutos tinha se formado um trânsito enorme.

Horas e horas depois, todos cansados de esperar a prefeitura solucionar o problema, como sempre o povo que teve que resolver. Amarraram uma corda na grande árvore centenária e arrastaram com os carros para fora do caminho.

Sabemos que super heróis não existem mais com pequenas atitudes podemos resolver problemas.

Mayko e Jeremias – 8ª B Vespertino

Uma parceira

Ninguém esperava que isso fosse acontecer. Certo que ela estava velha, mas anda tinha muito tempo pela frente. Bem tudo começou assim…

Carla nasceu em uma bela tarde de quinta-feira no começo achamos que ela não iria sobreviver, mesmo assim deixamos para vê no que dava.

E assim os anos foram passando, ela crescendo e nos dando alegria a cada temporada de colheita.

E agora esta tempestade! Não imaginei que ela pudesse não resistir.

Tudo isso me vem à mente enquanto observo o trabalho dos bombeiros retirando a árvore do local. Quando eu estava voltando do mercado que eu vi a árvore que eu mais gostava no chão, eu senti que uma parte de mim também havia morrido com ela, minha grande parceira de infância.

Marinaldo – 8ª B Vespertino

A árvore

Era uma quarta feira, quando levantei da cama, olhei pela janela e vi lá na avenida um grande tumulto, carros parados e muitas pessoas ao redor.

Vesti uma roupa e corri para saber o que tinha acontecido. Chegando lá havia uma grande árvore caída no meio da avenida principal causando um enorme engarrafamento e tumulto das pessoas.

No meio daquela multidão vi uma senhora que sempre repetia:

– Essa era a árvore mais velha da cidade.

Me interessei pelo que a senhora falava e me aproximei. O corpo de bombeiros demorava a chegar e eu e a senhora nos sentamos na árvore e ela começou a me contar que desde pequena brincava naquela árvore e que tinha várias fotos tiradas cão lado dela.

Os bombeiros chegaram e eu me ofereci para levar a senhora até sua casa. Chegando lá ela me convidou para entrar. Eu entrei e nos sentamos no jardim. Ela foi ao quarto e pegou um álbum de fotografias e ficou me mostrando: fotos dela com a árvore, tinha fotos dos pais dela, do namorado, irmãos e até mesmo dos seus primeiros beijos. Logo escureceu e fui para casa, com muitas lembranças daquele dia, dia do qual jamais esquecerei.

Leandro, Taisnã e Henrique. 8ª A Vespertino

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